Na sua concepção de ação internacional se processou algo pouco comum na tradição diplomática brasileira. A formulação de diretrizes da política externa do país ficou sujeita a 3 nomes no governo do presidente Lula: Celso Amorim, seu chanceler; Samuel Pinheiro Guimarães, secretário-gral do Itamaraty; e Marco Aurélio Garcia, assessor internacional da Presidência da República. A política externa ficaria sujeita a uma “triangulação” em sua concepção.
Lula, o protagonista
Em todos os oito anos de seu Governo, Lula foi o personagem mais forte de nossa política externa, foi a imagem brasileira que mais se sobressaiu na comunidade internacional. Lula, presidente com a maior popularidade e aprovação entre os brasileiros repetiu o feito no cenário externo. Foi aclamado e elogiado, ganhou vários prêmios e foi sondado, e continua sendo, para assumir postos em organismos internacionais.
O ex-presidente foi eleito várias vezes e por vários veículos de comunicação nacionais e internacionais como personalidade do ano. Para o Newsweek Lula foi uma das 18 pessoas mais poderosas do mundo em 2008; a publicação Forbes considerou-o a 33° mais poderosa do mundo em 2009; ainda em 2009 foi o homem do ano do Le Monde e do El País. Para o Financial Times Luís Inácio foi uma das 50 pessoas que moldaram a década (2009), recebeu em 2010 do Fórum Econômico Mundial o título de Estadista Global. O Haaretz validou Lula como profeta do diálogo pelo debate na construção da paz no Oriente Médio, entre outros prêmios e títulos.
O presidente foi consultado, ainda no poder, sobre suas intenções ao transmitir a Presidência da República ao próximo governante. Desde então foi cotado pela imprensa e por parceiros políticos para assumir da Secretaria-Geral da ONU ao comando da UNASUL. A Lula político goza de prestígio e fama no cenário internacional e acredita-se pode dar valiosa contribuição ainda para a região sul-americana e para o globo. O destaque internacional projetado na figura política de Lula supera àqueles que ocuparam o cargo anteriormente, com isso a promoção do Brasil também alcançou níveis elevados.
Em todos os oito anos de seu Governo, Lula foi o personagem mais forte de nossa política externa, foi a imagem brasileira que mais se sobressaiu na comunidade internacional. Lula, presidente com a maior popularidade e aprovação entre os brasileiros repetiu o feito no cenário externo. Foi aclamado e elogiado, ganhou vários prêmios e foi sondado, e continua sendo, para assumir postos em organismos internacionais.
O ex-presidente foi eleito várias vezes e por vários veículos de comunicação nacionais e internacionais como personalidade do ano. Para o Newsweek Lula foi uma das 18 pessoas mais poderosas do mundo em 2008; a publicação Forbes considerou-o a 33° mais poderosa do mundo em 2009; ainda em 2009 foi o homem do ano do Le Monde e do El País. Para o Financial Times Luís Inácio foi uma das 50 pessoas que moldaram a década (2009), recebeu em 2010 do Fórum Econômico Mundial o título de Estadista Global. O Haaretz validou Lula como profeta do diálogo pelo debate na construção da paz no Oriente Médio, entre outros prêmios e títulos.
O presidente foi consultado, ainda no poder, sobre suas intenções ao transmitir a Presidência da República ao próximo governante. Desde então foi cotado pela imprensa e por parceiros políticos para assumir da Secretaria-Geral da ONU ao comando da UNASUL. A Lula político goza de prestígio e fama no cenário internacional e acredita-se pode dar valiosa contribuição ainda para a região sul-americana e para o globo. O destaque internacional projetado na figura política de Lula supera àqueles que ocuparam o cargo anteriormente, com isso a promoção do Brasil também alcançou níveis elevados.
Celso Amorim, o chanceler
O diplomata Amorim já foi nomeado ministro das Relações Exteriores por duas vezes, a primeira delas no governo Itamar Franco durante os anos de 1993-1995. A segunda passagem como chanceler se deu no governo de Lula, onde ocupou o posto durante os dois mandatos do então presidente, ou seja, 8 anos (2003-2010).
Amorim foi o responsável, segundo analistas e as mídias sociais, pela “humanização” e pela atribuição da noção de soberania da política externa brasileira, definindo-a publicamente como “ativa e altiva”. O Brasil operacionalizou uma política externa mais arrojada e ambiciosa, ocupou também posição de destaque internacional. Foi indicado como o “melhor chanceler do mundo” em 2009 pela publicação Foreign Policy.
O chanceler conduziu a política externa dando-a contornos de “soberana e altiva”, dando contornos de potência média ao país, ou de potência emergente. Esse foi também principio ordenador das parcerias estratégicas e da instrumentalização de diversos grupos/fóruns no período (IBAS, BRIC, G20, G4...). Procurou-se buscar afinidades e convergências com os demais países que poderiam reivindicar o mesmo que o Brasil pretendia. Acima de tudo buscou-se equilibrar a “balança” unindo emergentes e países em desenvolvimento, agregados segundo a familiaridade de proveitos, face aos interesses dos países desenvolvidos.
O diplomata Amorim já foi nomeado ministro das Relações Exteriores por duas vezes, a primeira delas no governo Itamar Franco durante os anos de 1993-1995. A segunda passagem como chanceler se deu no governo de Lula, onde ocupou o posto durante os dois mandatos do então presidente, ou seja, 8 anos (2003-2010).
Amorim foi o responsável, segundo analistas e as mídias sociais, pela “humanização” e pela atribuição da noção de soberania da política externa brasileira, definindo-a publicamente como “ativa e altiva”. O Brasil operacionalizou uma política externa mais arrojada e ambiciosa, ocupou também posição de destaque internacional. Foi indicado como o “melhor chanceler do mundo” em 2009 pela publicação Foreign Policy.
O chanceler conduziu a política externa dando-a contornos de “soberana e altiva”, dando contornos de potência média ao país, ou de potência emergente. Esse foi também principio ordenador das parcerias estratégicas e da instrumentalização de diversos grupos/fóruns no período (IBAS, BRIC, G20, G4...). Procurou-se buscar afinidades e convergências com os demais países que poderiam reivindicar o mesmo que o Brasil pretendia. Acima de tudo buscou-se equilibrar a “balança” unindo emergentes e países em desenvolvimento, agregados segundo a familiaridade de proveitos, face aos interesses dos países desenvolvidos.
Samuel Pinheiro Guimarães, o teórico
Samuel Pinheiro Guimarães foi na maior parte do Governo Lula o Secretário-Geral do Itamaraty, o segundo dentro do órgão. Em outubro do último ano foi nomeado ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.
A própria nomeação de Guimarães para os quadros diretores do Ministério das Relações Exteriores principiou a definição de objetivos e trajetos da política externa do governo. Sempre avesso a condição inferior do Brasil e subjugado a Washington, Guimarães foi um duro crítico a entrada do Brasil na ALCA durante o Governo de Fernando Henrique Cardoso o que fez com que fosse exonerado do cargo de diretor do Instituto de Pesquisas em Relações Internacionais (IPRI) do Itamaraty. Sua volta a casa foi de representativa significação quanto às aspirações e leitura dos ricos e oportunidades no lócus internacional.
É considerado o teórico da diplomacia do Governo Lula, suas teses são defendidas no livro “Quinhentos anos de periferia”, é considerado por muitos como anti-americano. Findado o mandato de Lula, Guimarães foi indicado para o cargo de Alto Representante-Geral do Mercosul.
Marco Aurélio Garcia, o terceiro vértice
A nomeação de Marco Aurélio Garcia rompeu a tradição de nomear um embaixador para o cargo de Assessor Internacional da Presidência da República. Garcia era Secretário de Relações Internacionais do Partido dos Trabalhadores, o mesmo do presidente Lula, foi um dos fundadores do partido.
Especula-se que tenha havido divergências entre o assessor e o Itamaraty na questão de formulação de política externa. Uma das críticas sugeria que ele era um terço de chanceler, Samuel Pinheiro Guimarães era outro terço e Celso Amorim com mais um terço, completando a conta. Dessa noção de fluxo entre as três figuras políticas surgiu a percepção da “triangulação” da formulação da política externa na era Lula.
Marco Aurélio foi renovado no posto no Governo Dilma e já amplia a assessoria da qual é chefe.
Patriota entrou em substituição a Samuel Pinheiro Guimarães, como Secretário-Geral do Itamaraty já no final do segundo mandato de Lula. No posto ganhou visibilidade até então ofuscada e conseqüentemente foi escalado para o Governo Dilma Russeff como Chanceler.
Tauã Carvalho de Assis
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